Patrimônios

O termo “patrimônio” tem sua origem na língua latina e significava “herança do pai”. Neste sentido, na sua acepção original referia-se à transmissão de um bem a cada indivíduo – herança –, em tese portador de um valor econômico.

A noção de patrimônio como um bem coletivo – aquele pertencente a todos os integrantes de uma nação – é definido como um conjunto de bens materiais e imateriais que repre- sentam a herança de um passado comum ou – nos casos de patrimônios atuais – como exemplo de um determinado presente que se deseja preservar para o futuro. Alguns autores enfatizam que os patrimônios podem ser definidos como históricos, ou seja, os que expressam um passado comum de um grupo; culturais, mais relacionados a patrimônios imateriais, como festas e rituais; ou patrimônios naturais, os que foram produzidos pela natureza em sua relação com o meio ambiente.

Para os especialistas em patrimônios, eles são indispensáveis para a consagração da identidade de um povo, de uma comunidade, de uma nação. Sua presença física ou sua apre- sentação, em rituais, por exemplo, reforça esta mesma identidade, reafirmando a ideia de pertencimento.

A ação de preservar algo considerado memorável, o que não deve ser esquecido, é muito antiga. De todo modo, foi a partir da Revolução Francesa que o patrimônio foi identificado nesta acepção mais moderna, ou seja, como um bem coletivo (o que pertence a todos nós), merecedor de ser preservado, cuidado. O interessante, neste caso, é que ao mesmo tempo em que muitos protagonistas da Revolução Francesa defendiam a destruição dos símbolos do Antigo Regime, outros desenvolveram a ideia de que era preciso salvaguardar bens, considerados a partir de então como bens coletivos, como muitos castelos dos nobres, por exemplo.

Já no século XIX, houve uma verdadeira obsessão por preservar monumentos em várias partes da Europa e também nos Estados Unidos. Neste período, a noção patrimonial se aproxi- ma cada vez mais da noção de Estado-Nação. A partir daí a definição sobre a arte e as técnicas de preservação é consolidada, ao mesmo tempo em que se estabelecem legislações voltadas para a manutenção dos patrimônios nacionais. A partir da Convenção sobre a Proteção do Patrimônio Cultural e Natural, realizada em 1968, e incorporada pela UNESCO em 1972, foram criados os chamados patrimônios da Humanidade, que são considerados para além do interesse da nação, simbolizando os homens em toda a sua completude.

Márcia Motta

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